Vou transcrever aqui o diálogo que se passou lá na minha aula, há um mês atrás, entre o professor de filosofia e um colega:
- Aaah...
- A gente tava falando aqui... que a gente não precisa ficar falando de coisas muito abstratas, assim. Então enquanto tu tava lá fora, eu sugeri pros colegas aqui: vamos escolher alguma coisa que a gente queira saber, que seja algo concreto aqui da nossa realidade. E aí os colegas resolveram saber sobre o seu joelho. Vai ser assim ó: eu vou fazer algumas perguntas e tu me responde. Certo? Primeiro, tu já saiu na rua com o joelho de fora, alguma vez?
- Que eu me lembre, não.
- Você... já machucou o teu joelho alguma vez?
- Não.
- Pancada, pontapé, mordida, nada?
- Não.
- Alguém já botou a mão no teu joelho?
- Não. Só eu.
- O teu joelho é bastante flexível ou ele é muito rígido?
- Ééééé... os dois.
- Ele é muito peludo?
- Acho que tá na... tá... tá... tá... normal. Tá na média.
- É... o teu joelho geralmente fica pra baixo, pra cima, pra direita, pra esquerda...
- Pra esquerda.
E a turma ia a loucura, com direito a gritinhos agudos ao extremo das garotas e risadas contidas dos garotos.
E é aí que o professor manda uma das gurias pegar no joelho do colega.
Aplausos.
Fala que na verdade a gente não existe.
E acabou.
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